Janeiro/2007

CACON é inaugurado no Hospital Universitário

 

O Ministério da Saúde inaugurou no final de novembro, o Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Ufal.
O serviço está em funcionamento desde agosto como referência no Estado para a assistência integral ao paciente com câncer, 

embora o setor ainda aguarde a autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) para oferecer aos portadores da doença o tratamento por radioterapia. 
Segundo destaca a responsável técnica em oncologia e quimioterapia do HUPAA, Teresa Cristina Teixeira Maia, através de um protocolo assinado em janeiro de 2000, o Hospital Universitário foi escolhido pela Secretaria Executiva de Saúde (Sesau), em conjunto com o Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer (Inca) para reestruturar seus serviços oncológicos, implantar o serviço de Radioterapia e reformular os serviços de base (Hospital Geral), visando melhorar a cobertura assistencial em câncer no Estado.
Atualmente, a rede de serviços oncológicos do país oferece 62% de cobertura razoável ou boa aos pacientes, um percentual considerado baixo e que é agravado pela distribuição inadequada desses serviços que registram concentração nas áreas economicamente mais ativas. Em Alagoas, por exemplo, apenas 22% da população têm acesso a serviços integrais em oncologia, segundo dados do ministério. 
Por definição, os Cacons são unidades dotadas de recursos humanos e equipamentos necessários para garantir desde o diagnóstico, reabilitação, cuidados paliativos, hemoterapia, radioterapia, oncologia clínica e cirúrgica, até o suporte psicológico, a nutrição, farmácia e serviço social para os pacientes. 
Além disso, as ações dessas unidades também englobam a prevenção, informação, pesquisa e educação na área de oncologia, tudo num mesmo local. É, portanto, uma unidade de referência em câncer na localidade onde está instalada. 
O governo do Estado financiou a construção do prédio, orçado em R$ 3,5 milhões e, em contrapartida, recebeu do governo federal igual montante financeiro em equipamentos para as unidades de saúde pertencentes ao Estado. 
O governo federal investiu R$ 3,8 milhões na compra de equipamentos para o Cacon do HUPAA, entre os quais o acelerador linear (US$ 600 mil) e o equipamento para braquiterapia (estimado em US$ 300 mil) que compõem o serviço de radioterapia que são dos mais modernos do Nordeste e estão prontos para serem utilizado no tratamento dos pacientes com câncer. 
Segundo enfatiza o diretor do hospital, Dr. Paulo Teixeira, o serviço está pronto para funcionar sob todos os aspectos, mas só poderá fazê-lo após receber a autorização da Cnen, o que deve acontecer nos próximos dias. 

Novos serviços médicos

A estrutura do Cacon tem 1.600m² de área construída e conta com 11 ambulatórios. Também dispõe de farmácia, sala para aplicação de quimioterápicos, brinquedoteca, sala de estudos, vestiários e ampla área administrativa. 
O Cacon conta hoje com 16 poltronas para pacientes adultos na quimioterapia e sete poltronas para pacientes infantis, além de quatro camas para adultos e crianças. 
Os pacientes do Cacon dispõem hoje de assistência nas especialidades de oncologia clínica, cirurgião oncológico, neurocirurgião oncológico, ginecologia, mastologia, cirurgia do tórax, cirurgia de cabeça e pescoço, nutricionista, psicólogos, hematologia, urologia, pediatria e cirurgia plástica. Além disso, contam com os serviços de curativos (pequenos e de grande porte) e do Núcleo de Controle do Tabagismo, entre ações de prevenção ao câncer. 
Habilitado pela Comissão Bipartite como a referência no Estado para os serviços de oncologia, o Cacon já funciona em sua nova estrutura com a quimioterapia e tratamento cirúrgico, além do atendimento ambulatorial. O novo serviço também dispõe da braquiterapia de alta taxa de dose, tratamento totalmente automatizado e cuja fonte de radiação fica próxima do tumor - preservando as células saudáveis - indicado principalmente no caso do câncer ginecológico.

Projeto Sala de Espera

Com o novo Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), funcionários do setor de serviço social direcionaram o projeto “Trabalho de Grupo em Sala de Espera” somente para os pacientes do cacon.
O trabalho vinha sendo realizado com pacientes e acompanhantes de diversos setores do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA).
Esclarecer os direitos dos pacientes de câncer, estimular a doação de sangue dos familiares e estimular o abandono do tabagismo, esses são os objetivos dos funcionários que desenvolvem o trabalho no momento de espera pelo atendimento dos serviços oferecidos pelos profissionais do Cacon.
O trabalho de grupo em sala de espera é desenvolvido no hospital desde novembro de 2005, as palestras são realizadas todas as quartas-feiras, às 8h, cada apresentação dura em torno de 20 minutos.
Esse projeto serve para o melhor entendimento e esclarecimento aos usuários do HUPAA sobre as normas e os procedimentos que devem ser tomados para o melhor atendimento dentro da instituição. Muitos pacientes não sabem dos seus direitos como cidadãos, tentamos esclarecer para essas pessoas quais as políticas da seguridade social para os pacientes portadores de câncer.
O projeto ainda conta com a necessidade de permitir que o usuário identifique cada profissional e o papel que o mesmo desenvolve dentro da equipe interdisciplinar no processo do tratamento dos portadores da doença.

Registro Hospitalar de Câncer

O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) será o ponto inicial no Estado para a implantação do programa oficial de informatização para registro e acompanhamento do paciente com câncer nas unidades que prestam este tipo de assistência ao SUS. Desenvolvido pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Sistema de Registro Hospitalar de Câncer foi apresentado, na última terça-feira, por técnicos da Secretaria Executiva de Saúde (Sesau) a funcionários do HUPAA, chefes e responsáveis por setores que atendem usuários com a patologia. 
O Sistema de Registro Hospitalar de Câncer é uma ferramenta que permite criar um banco de dados sobre o atendimento dos pacientes oncológicos na instituição, desde sua detecção em qualquer especialidade, acompanhamento do caso, procedimentos e exames realizados, até a saída do paciente do hospital. Segundo os técnicos da Sesau, toda unidade hospitalar do Estado que faz parte da Rede de Oncologia terá de implantar o Sistema. 

 

 
 
© O Farol - informativo da família. 1996-2006