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Dezembro/2004

Vídeo-Histeroscopia

Ronaldo Gomes Bernardo

 

A vídeo-histeroscopia é um método simples utilizado para diagnóstico e tratamento das patologias (doenças) de dentro do útero. Embora tenha sido realizada pela primeira vez em 1805, na Itália, somente foi aperfeiçoada em 1979, quando o francês Jaques Hamou redesenhou o histeroscópio, uma ótica que é introduzida no útero através de uma bainha e conectada na extremidade a uma mini-câmera que gera imagem e transmite até um monitor de vídeo. Todo o conjunto é acoplado a um cabo de fibra ótica que leva a iluminação até o objeto a ser focalizado.

Diagnóstico

         Como já dito, presta-se ao diagnóstico e tratamento cirúrgico das lesões internas do útero, a depender da indicação. Em geral, as indicações da histeroscopia são as seguintes:

1) Sangramentos uterinos anormais

2) Esterilidade e infertilidade

3)  Fator uterino

4) Fator cervical (do colo uterino)

5) Localização e extração de corpos estranhos (DIUs)

6) Diagnóstico e seguimento das hiperplasias

7) Diagnóstico e estadiamento do carcinoma de endométrio e endocérvice

8) Diagnóstico e seguimento da enfermidade trofoblástica

9) Localização e retirada de restos placentários e abortivos

10) Indicação e ressecção de hipertrofias focais como pólipos, miomas, metaplasias ósseas, etc.

11) Biópsia dirigida

12) Ressecção de septos e aderências intra-uterinas

13) Redução e ablação (retirada) endometrial

14) Cateterismos tubários

Tratamento

         A histeroscopia diagnóstica ou cirúrgica, é um procedimento simples. Se diagnóstica, é realizada ambulatorialmente, não havendo sequer necessidade de internação. A alta é imediata e a paciente afasta-se de suas atividades apenas para realizar o exame. Em sendo cirúrgica, a paciente tem alta hospitalar no mesmo dia de sua realização e o retorno às atividades dá-se muito precocemente (3 a 7 dias).

Custo

         Em qualquer das duas modalidades, o procedimento é de baixo custo, comparando-se com os procedimentos similares: curetagem uterina e cirurgia aberta para retirada do útero, levando-se em conta também, a quase imediata retomada das atividades habituais.

         Concluindo, é um método diagnóstico e terapêutico que traz enormes vantagens às mulheres que necessitam da sua utilização, e também, segurança ao médico assistente que indica a sua realização porque tem o breve retorno da sua paciente curada para prosseguimento do acompanhamento médico antes iniciado.

Ronaldo Gomes Bernardo é Ginecologista, Obstetra e especialista em vídeo endoscopia ginecológica - CRM/AL 1702

 

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