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Maio/2009 ATN
realiza Seminário Telecentros Brasil
Telecentro Manoah
participa como convidado
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O Centro de Apoio ao
Desenvolvimento Tecnológico – CDT, da Universidade de
Brasília e a Associação Telecentro de Informação e
Negócios - ATN, promoveram o 1° Seminário Telecentros
Brasil – Inclusão Digital e Sustentabilidade, entre os
dias 13 e 15 de maio, na cidade de Brasília. O evento
teve por objetivo realizar a integração dos gestores dos
diversos programas de inclusão digital do Brasil, por
meio de um espaço democrático e participativo.
Durante o evento houve
várias plenárias onde foram discutidas soluções
efetivas para a sustentabilidade dos Telecentros,
identificando as melhores práticas, modelos e dinâmicas
de constituição e expansão dos mesmos, bem como a
capacitação e o treinamento do seu público-alvo. Para
José Avando Sales, presidente da ATN, a realização do
seminário Telecentros Brasil “foi um marco. Até então
somente havíamos realizado eventos regionais em Minas
Gerais, Bahia, São Paulo e Goiânia. Esse é o primeiro
evento nacional e representa um marco porque deu
oportunidade para discutir com os gestores e parceiros
assuntos como sustentabilidade, preservação do meio
ambiente, capacitação de monitores, novas tecnologias e
prestação de serviços”.
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Os três dias do evento
serviram para aprofundar os temas e consolidar a
identidade do telecentro como uma agente de
transformação social. Segundo o deputado federal Ariosto
Holanda (PSB/CE), membro da Comissão de Ciência e
Tecnologia da Câmara Federal, “como novos conhecimentos
surgirão com velocidades cada vez mais crescentes, as
camadas sociais mais pobres correm o risco de sofrer a
mais perversa das exclusões: a do saber para o trabalho”.
Para ele, é imprescindível que o telecentro tenha um
projeto pedagógico por detrás. Esse pensamento é
compartilhado por José Rincon Ferreira, ex-diretor do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia e um dos maiores idealizadores dos telecentros
no Brasil. De acordo com o professor Rincon, “a
oportunidade é de se discutir as novas tecnologias da
informação e comunicação e o impacto destas nas
atividades de inclusão digital. O país só terá o
desenvolvimento que se almeja se buscarmos a educação em
todos os níveis e de todas as formas”.
Por outro lado, dentre as
várias plenárias e oficinas que ocorreram em Brasília,
o tema sustentabilidade foi constante devido a grande
necessidade do telecentro encontrar novas formas de
manutenção e expansão dos serviços prestados a
comunidade. Nesse sentido, as parcerias são fundamentais
para agregar valor a infra-estrutura utilizada pelo
telecentro. E elas podem atuar de maneiras diferentes,
ajudando na capacitação dos gestores, como o exemplo do
CDT, da Universidade de Brasília, através do qual são
oferecidos cursos de formação para gestores e gestão de
telecentros com tutoria a distância, e, noutro sentido,
podem também servir de apoio ao empreendedorismo a partir
do momento que possibilitam ao telecentro o
desenvolvimento de novas atividades econômicas e a
geração de renda através delas, como no caso das
parcerias para operação de micro crédito com a Caixa
Econômica Federal, a revenda de recarga para telefones
celular e a oferta de cursos de informática e
pós-graduação.
A realização do
seminário repercutiu de forma muito positiva entre os
gestores presentes ao evento e foram várias as
referências ao oportunismo do tema proposto.
Consolidou-se entre os presentes a definição de
sustentabilidade mais abrangente, que percebe a atuação
do telecentro de maneira ecologicamente responsável,
economicamente viável, culturalmente correta e
socialmente justa. Desse modo, novos desafios se colocaram
diante dos gestores e coube a Florêncio Ceballos, diretor
para América Latina da ONG Telecentre.org ,
sintetiza-los: “o maior desafio para os telecentros hoje
é seguir sendo relevantes num mundo que muda
constantemente. Isso implica ao menos três coisas:
primeiro, oferecer serviços que realmente façam
diferença para a população, que realmente os ajude a
melhorar suas possibilidades de sair da pobreza e
participar na sociedade; segundo, funcionar sob modelos
mais sustentáveis, tomando as oportunidades que existem
no mercado sem perder sua função social. O conceito de
empreendimento social aponta para isso; e terceiro,
entender-se como parte de um movimento global de milhares
de telecentros no mundo, e não somente como uma realidade
local isolada. Como disse McLuhan: olha tua aldeia e
descubrirás o mundo”.
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Dois momentos
especiais marcaram o seminário: o lançamento do Prêmio
Telecentros Brasil, de iniciativa da ATN, e o lançamento do
Selo Verde para telecentros, a cargo da Fundação Orsa. O
prêmio pretende, de um modo geral, estimular e reconhecer a
atuação dos telecentros em todo o país e fomentar a sua
interação com os setores governamentais, empresariais,
acadêmicos e sociais. Dessa maneira, a ATN espera candidaturas
alinhadas às políticas públicas, destacando o ensino a
distância, saúde, geração de emprego e renda, esporte,
música, lazer, cidadania, segurança, e desenvolvimento social
e econômico. As inscrições têm início dia 01 de junho
através do site www.atn.org.br. Já a Fundação Orsa estará
certificando os telecentros que cumprirem com medidas orientadas
ao desenvolvimento sustentável segundo as premissas expostas
anteriormente e concedendo o Selo Verde em reconhecimento ao
trabalho desenvolvido pela unidade.
No encerramento do
evento, o presidente da ATN, José Avando Sales e o diretor do
CDT, Luiz Afonso Bermúdez, em atenção às solicitações do
público presente, propuseram a realização de nova edição do
Seminário Telecentros Brasil em 2010.
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