Setembro/2006

Um avivamento espiritual*

Carlos Gomes

 

“Porque estou bem certo de quem nem a morte nem a vida, nem anjos.... Nos poderá separar do amor de Deus, que está em Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rm 8:38-39)

                Necessitamos de um avivamento onde os anjos de Deus desenvolvam suas atribuições de “espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”. Naturalmente, eles devem ocupar um espaço neste avivamento, trabalhando nas reuniões e ajudando aos evangelistas e missionários em sua difícil jornada. O serviço deles é essencial para o desempenho deste avivamento que necessitamos. Porém, não se faz necessário separar a cadeira do arcanjo no púlpito, onde ninguém senta a não ser o anjo. Isto cheira a Nova Era, a livros de Maria Buonfiglio, a Paulo Coelho, a misticismo. Precisamos identificar e separar as coisas com entendimento. Vejamos:

Anjos

                Quem são eles? Quantos são? O que fazem e que forma têm? Para resposnder a estas perguntas, precisamos lançar mão do conhecimento que temos acerca deles, nas Sagradas Escrituras. São espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação (Hb 1:14). A palavra anjo significa “mensageiro”, e, tanto no hebraico como no grego, pode designar a seres celestiais como homens.

                Anjos não recebem adoração. Em Apocalipse 19.10 e 22.8-9, em duas ocasiões, o apóstolo João se prostou aos pés de anjos mas eles não quiseram ser adorados, antes o levantaram e disseram: “Adora a Deus”.

                Anjos não se casam (Mt 22:30). O Senhor Jesus mesmo foi quem disse isto. São seres assexuados. Não existe o anjo da cura, o anjo da salvação ou o anjo do batismo no Espírito Santo. Existem, sim, anjos que guardam a vida dos crentes (Sl 91.11; Mt 18.10).

                Existem anjos que se transformam no que for necessário, com a finalidade de que compreendamos o sentido da mensagem de Deus que eles trazem. Por exemplo: Os anjos que foram a Ló, na cidade de Sodoma, eles se apresentaram na forma de homens naturais; os serafins que estão diante do trono de Deus em Isaías 6 se transformam em labaredas de fogo e possuem seis asas; os anjos que se apresentaram ao profeta Ezequiel tinham asas com olhos por dentro e por fora, outros tinham quatro rostos, semelhantes aos que se apresentaram a João na ilha de Patmos. No Salmo 104.4 e em Hebreus 1.7 lemos que Deus transforma os seus ministros (anjos) em labareda de fogo.

                No entanto, precisamos tomar certos cuidados especiais. Alguns movimentos têm dado ênfase no culto aos anjos, o que é condenado pela Bíblia. Esse culto exagerado é idolatria, pois tira o verdadeiro sentimento de adoração ao Senhor. Cuidado! Satanás pode se converter em “anjo de luz” e trazer mensagens (até mesmo para crentes desavisados), que parecem ser de Deus e, no entanto, são mentiras destinadas a afastar os crentes da verdade do Evangelho.

Pr. Carlos Gomes é ministro do evangelho na Assembléia de Deus em Matriz de Camaragibe.

*texto extraído do livro O avivamento que necessitamos

 

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