Outubro/2005

Oração: a chave do avivamento

Ivaldo Cruz

 

Um dos maiores avivamentos, desde os dias da Igreja do primeiro século, aconteceu na comunidade moraviana, fundada pelo conde Zinzendorf, um jovem nobre cristão austríaco. Escrevendo sobre o que ocorreu na memorável reunião de oração, em Herrnhut, Alemanha, na propriedade do conde Zinzendorf, os historiadores asseveram que eles saíram da casa de Deus ‘quase sem saber se pertenciam à terra ou já tinham ido para o céu’. Quando Deus tenciona derramar grande misericórdia sobre o seu povo, diz Mateus Henry, a primeira coisa que Ele faz é pô-los a orar. Foi justamente isso que aconteceu em Herrnhut, quando os crentes começaram a clamar intensamente a Deus, pedindo ajuda para fazer a Sua vontade.

O fogo que o Senhor acendeu na comunidade moraviana se espalhou até os confins da terra, conforme a ordenança da Grande Comissão (Lc 24.47). Nos primeiros 150 anos de seus esforços a comunidade moraviana enviou nada menos do que 2.758 dos seus membros para o estrangeiro! Nas palavras de Stephen Neil: esta pequena Igreja foi tomada de uma paixão missionária que jamais a abandonou. Ainda durante a vida de Zinzendorf, já havia muitos dos seus irmãos trabalhando na Europa, Ásia, África, América do Norte e América do Sul. Em poucos anos a pequena comunidade moraviana enviou mais missionários do que o protestantismo europeu o fizera por duzentos anos. Eles foram aos lugares mais difíceis e perigosos, e aos povos menos promissores. Se retrocedermos até às origens do metodismo, veremos que foi por meio dos morávios que John e Charles Wesley chegaram ambos ao conhecimento da luz. E grande parte de sua teologia foi adquirida dos Irmãos Morávios. E, então, do metodismo, saíram o Exército da Salvação e vintenas de outros movimentos cristãos.

A Igreja do primeiro século, que vivia num ambiente de oração e jejum, apesar de ter enfrentado toda a sorte de dificuldades, em menos de 50 anos de trabalho atingiu a maioria das províncias do Império Romano e possivelmente muitos outros lugares (ver Cl 1.6,23). O Movimento Voluntário Estudantil, que reuniu 100.000 voluntários que dedicaram suas vidas a missões, teve suas raízes remotas na famosa Reunião de Oração do Monte de Feno realizada no Willians College, em Massachusetts. Esta escola fora profundamente influenciada pelo avivamento religioso daqueles anos. Era costume de Samuel Mills passar as tardes de quarta-feira e Sábado em oração junto com outros estudantes às margens do Rio Hoosach, em um vale perto da escola. Em agosto de 1806, Mills e quatro outros foram surpreendidos por uma tempestade e, enquanto buscavam refúgio em um monte de feno, entregaram-se à oração. O pedido especial naquele dia foi pelo despertamento do trabalho missionário no exterior. Milss orientou a conversa e as orações para a obrigação missionária de cada um.

Ivaldo Cruz é Pastor da Assembléia de Deus em Maceió e professor da Faculdade de Filosofia e Teologia de Alagoas - FAFITEAL

 

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